O conteúdo colaborativo surgiu nas revistas cientÃficas, onde os pesquisadores trocavam experiências sobre suas pesquisas e descorbertas com artigos enviados para as redações das mesmas.
Esse exemplo de conteúdo colaborativo migrou para internet juntamente com surgimento do conceito de Web 2.0, a web que ultrapassa os limites da exibição de textos, fotos e animações. Permitindo uma maior interação entre o usuário final e o serviço.
O conteúdo colaborativo já existia na Web 1.0, sob a forma de guestbooks e fóruns. Mas era pouco explorada e sempre aplicada em segundo plano no projeto. Sem ter a devida importância merecida.
Atualmente, boa parte dos grandes websites de sucesso não produzem seu próprio conteúdo (Youtube, Flickr, Wikipedia, del.icio.us, etc) , ficando a cargo dos usuários que além de contar com uma gama maior de opções para consultar, ainda podem gerar o conteúdo e participar da comunidade.
Há algum tempo venho percebendo que essas empresas não administram mais seus portais, deixando o conteúdo a cargo dos usuário, essas empresas apenas administram a comunidade criada em torno do website.
Existem projetos de conteúdo colaborativo para vários tipos – fotos, vÃdeos, planilhas, textos, diários, piadas, etc. E esses conteúdos são responsáveis por boa parte do tráfego de internet no mundo. Os usuários podem criar diários pessoais (blogs – mas nem todos os blogs são diários pessoais), álbum de fotos e até mesmo um canal de televisão online à partir dos vÃdeo do Youtube.
Dentre todas essas opções de participar de uma comunidade, falta um Jornal Colaborativo sem vÃnculo com algum grande grupo de mÃdia. Um jornalismo colaborativo deve ter a interferência de um profissional da área para ter credibilidade, mas os canais de jornalismo colaborativo aberto pelos grandes grupos de mÃdia são subordinados ao editorial e a polÃtica da empresa. Sendo publicado somente o que é de interesse deles e não da população.
Seria como a filosofia de César, o imperador. Que fornecia pão e circo para seus súditos, mas em contra partida os explorava com impostos e penas de morte. A população se sentia contente e segura, mas estavam nas garras de um tirano que seivava suas vidas e dignidade. Os grandes grupos de mÃdia fornecem o canal de interação com os usuários, mas publica somente aquilo que é de seu interesse polÃtico.
A falta dessa opção gera uma grande lacuna em termos de informação. As grandes empresas de mÃdia manipulam a população com seu jornalismo sensacionalista e notÃcias muito (des)interessantes. Estou cansado de ler notÃcias sobre celebridades como: Paris Hilton, Britney Spears, Beckham, Cuise, etc. Além de explorar ao extremo as tragédias de famÃlias pobres. Tudo isso em função do lucro. Essa é a nossa Imprensa Marrom.
Um pesquisa realizada pelas empresas de pesquisas GlobeScan e Synovate avaliou a opnião de 11.344 pessoas em 14 paÃses e comprovou que 80% dos brasileiros se dizem preocupados com a propriedade das empresas de mÃdia e acreditam que esse controle pode levar à “exposição das visões polÃticas” de seus donos no noticiário. 43% dos entrevistados acham que a cobertura do noticiário pelos órgãos públicos brasileiros é “pobre”. Os brasileiros também se mostraram os mais interessados em participar do processo de decisão sobre o que é noticiado: 74% disseram que gostariam de “ser ouvidos” na hora da escolha das notÃcias. E tem mais: 52% disseram que a liberdade para informar os fatos de forma honesta e verdadeira é importante para garantir uma sociedade justa.
Vamos fazer algo a respeito ou continuaremos lendo a vida pessoal das `celebridades`?
Você participaria de uma comunidade de notÃcias, voltada para um jornalismo imparcial e moderno, sem vÃnculo com grupos de mÃdia? Comentem…
Paulo Gomes é Diretor-Executivo da Codeorama Software, publicitário e desenvolvedor para internet nas horas vagas. Possui 7 prêmios nacionais de propaganda, 5 internacionais de webdesign e é 3 vezes consecutivas vencedor na categoria E-Marketing pela APP-Ribeirão Preto.
0 Responses
Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.